Blogando Afrikanidade


 

 

 



Escrito por Karen Blanco às 22h48
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Escrito por Karen Blanco às 22h32
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Ao fazer uma análise sobre o Apartheid, percebe-se que tal sistema de segregação racial é, no mínimo, preconceituoso, uma vez que coloca o negro em uma condição de rebaixamento, ao considerá-lo inferior ao branco. O negro era considerado e tratado como um objeto; era impedido de manter uma vida social digna; não podia freqüentar os mesmos lugares que os brancos; não podia se servir das mesmas regalias, das mesmas formas de lazer, dos mesmos serviços, enfim, os negros não tinham direitos, mas, sim, deveres a serem cumpridos.

Pode não parecer, mas foi uma realidade vivida na África do Sul durante muitos anos. Esse quadro lamentável só veio a se modificar com o surgimento de uma figura heróica, a qual foi capaz de se submeter a vários desafios para alcançar seu grande objetivo: o fim do Apartheid. Tal figura, da qual possuo grande admiração, pela sua garra e coragem, é Nelson Mandela, advogado, principal representante do movimento anti-apartheid, como ativista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro da luta pela liberdade; considerado pelo governo sul-africano um terrorista.

Após o fim do regime de segregação, em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do sul. Encerrou seu mandato em 1999 e, a partir desse ano, passou a defender causas humanitárias pelo mundo.

Nós, como cidadãos, deveríamos seguir o exemplo de Nelson Mandela – o de lutar pelos nossos interesses, o de tentar construir um mundo melhor. Mas, o que acontece, infelizmente, é que nós nos acomodamos ao pensar que sozinhos não chegaremos a lugar algum. É fato que, se continuarmos possuindo essa mente tão pequena, nem um grão de areia será movido do lugar. É importante, portanto, que cada um faça sua parte; é importante dar o primeiro passo, para que, conseqüentemente, os próximos sejam dados. E assim como Nelson Mandela conseguiu podemos, também nós, contribuir para a construção de um mundo melhor, sem desigualdades, sem preconceitos, em prol da paz.



Escrito por Karen Blanco às 22h14
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Até o início do século XIX, os únicos redutos europeus existentes na África resumiam-se às regiões litorâneas de Angola, Moçambique e Guiné, ocupadas por Portugal desde o século XVI. A nova conquista da África ocorreu entre os anos de 1830 e 1880, e de modo muito mais violento e traumático do que no período anterior, uma vez que a partilha entre as potências não respeitou a unidade lingüística e cultural preexistente.

Ao fim da 2ª Guerra Mundial, cerca de 800 etnias, falando mais de mil idiomas, conviviam no continente africano, que estava dividido em áreas de exploração colonial ente França, Itália, Portugal, Alemanha, Espanha, Bélgica e Grã-Bretanha. E como essas divisões eram por etnias, as rivalidades tribais eram muitas e acabaram beneficiando os europeus, que as estimularam para melhor dominá-las.

Na verdade, os colonizadores haviam dividido os territórios segundo seus interesses políticos e econômicos, estabelecendo fronteiras artificiais, que era muitas vezes a reunião em um mesmo território de grupos étnicos inimigos, não respeitando as tradições nem a história desses povos.

Na época da Guerra Fria começou a surgir um grande movimento de libertação nacional na África. Como as antigas potências colonialistas já estavam desgastadas com a 2ª Guerra Mundial, elas já não tinham alternativas a oferecer aos movimentos que lutavam pela independência desde a primeira metade do século XX. Os EUA e a Ex-União Soviéticos, interessados em ampliarem suas influências no contexto da Guerra Fria, também se posicionaram favoráveis aos projetos de descolonização. Mas os movimentos de independência tiveram que conviver com essas divisões arbitrárias. As fronteiras fixadas pelos colonizadores se mantiveram preservadas, adiando a tarefa de redesenhar politicamente o continente de acordo com suas tradições.



Escrito por Karen Blanco às 22h06
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Além das guerras étnicas, a África corre outro grande risco: a disputa pela água para assegurar o suficiente para o povo e seus animais. Uma catástrofe que pode agravar ainda mais os sofrimentos do povo africano. São milhares de quilômetros - numa extensão que vai da região dos Grandes Lagos ao Mar Vermelho - que compõem a faixa da seca. Essa seca foi provocada pela escassez e pelo atraso das grandes chuvas características da região central da África, mas também pelas inúmeras guerras que fizeram milhares de pessoas abandonarem os campos, fugindo dos exércitos beligerantes. Nessa faixa de terra, existem cerca de 16 milhões de pessoas, entre homens, mulheres e crianças, ameaçados pela fome porque não houve colheitas e os rebanhos começam a definhar. A falta de chuva e o esvaziamento dos lagos artificiais já obrigam, há mais de dez meses, o racionamento de eletricidade. No Sudão, devido à guerra do sul contra o norte e no chamado Chifre da África (Eritréia, Somália e Etiópia), a situação é caótica graças aos deslocamentos de massas humanas para fugir das  guerras e da escravidão, pelo abandono dos campos e pela escassez de chuvas. Numericamente, o caso mais grave é o da Etiópia, país de clima semi-árido e montanhoso, onde a subnutrição atinge 10 milhões de moradores, conferindo-lhe o antepenúltimo lugar na escala mundial da pobreza.

Dentro de alguns anos, um entre dois africanos terá a sua porção de água necessária para sobreviver reduzida pela metade ou até menos. Tudo indica que mais de 12 países africanos terão que enfrentar o problema da falta de água para suas populações, talvez até através de conflitos onde existem as grandes reservas de água, como as regiões dos grandes lagos e dos grandes rios. Exemplo disso é o rio Nilo, sobre o qual a Etiópia reclama justos direitos de reservas, visto que em seu território nasce o Nilo Azul, responsável pelo fornecimento de 85% das águas de todo o rio.

Se os problemas da África estão se agravando pelas guerras civis, pelo abandono dos campos e pela falta de aplicações de recursos para melhoramento da conservação do solo, outro fator negativo é a substancial diminuição da ajuda estrangeira.

 



Escrito por Karen Blanco às 22h00
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Segundo as Nações Unidas, mais de trinta milhões de pessoas em 24 países da África Subsaariana estão passando fome devido a problemas que vão desde guerras, clima seco a crises econômicas. Doze milhões de pessoas na região sul da África necessitam imediatamente de ajuda, depois de uma pobre colheita de cereais. O período entre dezembro a março é conhecido como "Estação da fome". Esse é o tempo que precede a colheita, devido à ausência de alimentos nos armazéns, as famílias passam a fazer uma refeição por dia. Os efeitos da "Estação da fome" não são novos, mas recentemente têm se agravado com o aumento de conflitos étnicos, HIV/AIDS e a pobreza crônica que amplia fatores ambientais como a seca. Muitas comunidades não têm recursos para sobreviver a esses fatores.

A fome é um das piores problemas da África, se não o pior. A seca e outros desastres naturais em muitas partes do continente intensificaram a falta de comida, mas pobreza é a causa real desse empasse. Para piorar as melhores terras agrícolas foram tomadas para crescer café, cana de açúcar, chocolate, e outras colheitas de exportação que foram vistas como o meio de desenvolvimento econômico de acordo com a teoria neoclássica de vantagem comparativa. Fundos privados de governo foram investidos para desenvolver estas colheitas de dinheiro, enquanto produção de alimento para a maioria pobre foi negligenciada. Usar a melhor terra para agricultura de exportação degradou o ambiente e empobreceu a população agrícola rural, forçando muitos trabalhar em plantações .

Um grande mito em relação à fome africana é falar que a mesma é causada pela população excedentária. Se fosse por esse motivo esperaríamos achar fome em países densamente povoados como Japão e os Países Baixos e nenhuma fome em países esparsamente povoados com Senegal e Zaire, onde alias, deficiência de nutrição é muito comum.

Em relação à ajuda estrangeira, os EUA doam grandes quantias de alimento para a África. Mas enquanto é essencial ajudar as pessoas em necessidade, devemos lembrar que essa ajuda de alimento, no melhor dos casos, só trata os sintomas de fome e pobreza, não suas causas.



Escrito por Karen Blanco às 21h53
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Quando se fala em África logo pensamos na fome e na grande epidemia da AIDS, que juntas são pioradas pela falta de água. Esses problemas em conjunto assolam o continente africano, provocando mais pobreza e desprezo de grandes governantes do mundo, que fecham.

A situação provocada pela Aids é catastrófica, combinada com a pobreza e a falta de informações tem provocado uma tragédia de números inacreditáveis. A própria agência das Nações Unidas para a Aids, Unaids, já considera inevitável nos próximos dez anos a morte de todas as pessoas hoje portadoras do vírus no continente africano. O número de infectados com HIV na África Subsaariana é maior que 28 milhões. A África do Sul, mesmo sendo o país mais rico do continente, não ficou fora da epidemia da Aids. Em pouco mais de uma década, a África do Sul constatou 2,9 milhões de casos, deixando um rastro de 360 mil mortos. Atingindo principalmente a população negra e pobre, essa doença prejudica a economia dos países africanos. O Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul, por exemplo, será 17% menor em dez anos por causa da Aids. Empresas de vários países calculam perder entre 6% e 8% dos lucros em gastos com funcionários contaminados.

Segundo especialistas a razão pela qual o HIV se alastre de uma forma tão rápida, é a falta de vontade política dos governantes de lidar com a doença e de tocar em assuntos tidos como tabu para a maioria das culturas africanas, como o sexo, homossexualismo e camisinha. Muitos africanos ignoram o que seja a Aids. Eles acham que a doença é causada apenas pela pobreza, por bruxaria, inveja ou por maldição de espíritos antepassados. Esses mitos aumentam o estigma em torno da Aids, mantida em segredo por doentes e familiares devido ao preconceito e ao isolamento a que são submetidos na comunidade. Além disso, relataram-se diversos casos nos quais africanos homossexuais tiveram tratamentos negados ou foram ridicularizados, mostrando a dupla discriminação, por serem homossexuais e soropositivos.

Um grande contraste é que as causas da pandemia também estão na política. Mesmo com um PIB per capita de U$ 10,7 mil, na África do Sul quase 22% da população adulta é portadora do HIV. Em Uganda, com PIB per capita de U$ 1,8 mil, a prevalência do vírus entre adultos reduziu-se de 12% para 4% na ultima década. A diferença entre esses países e que a Uganda forneceu coquetéis as gestantes e investiu em saneamento básico, garantindo a segurança da mistura do leite em pó e água aos bebes de mães portadoras do vírus.

A epidemia de Aids na África tem efeitos similares aos de uma guerra, vitimando principalmente adultos. Mas, diferente da guerra, a Aids atinge homens e mulheres em proporção semelhante. Do ponto de vista demográfico, ela tende a produzir sociedades de adolescentes órfãos.



Escrito por Karen Blanco às 21h44
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No início do período das Grandes Navegações, portugueses e espanhóis estabeleceram na costa ocidental africana feitorias para o comércio de mercadorias, mais tarde, já no século XIX, outros países como Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica e Itália se interessaram pelo colonialismo no continente, devido seu enorme potencial de recursos minerais e energéticos, por causa da disputa imperialista entre esses países europeus, em 1884, realizouse a Conferência de Berlin, nela foram delimitadas as áreas coloniais já conquistadas e definidas as suas fronteiras. Alguns anos depois dessa reunião o domínio europeu chegou a 90% do território africano.

A riqueza do subsolo africano foi um dos principais motivos para o conflito de interesses entre os europeus, dando início a Primeira Guerra Mundial. Em um continente que tem 30% das reservas mundiais de recursos minerais, seria inevitável uma disputa acirrada pelos territórios. Dentre as riquezas merecem destaque o ouro – maior produção mundial se encontra na África do Sul, o diamante – a República Democrática do Congo tem a maior reserva, a platina – mais de 90% das reservas mundiais estão na África, entre outras.

O nacionalismo foi uma das ferramentas que impulsionou a Segunda Guerra Mundial. Os alemães ao perderam a Primeira Grande Guerra e também muitos de seus territórios, a acreditavam fielmente no Führer que poderiam conquistar não só a África, mas o mundo, a preocupação da segurança foi substituída pelo desejo de conseguir prestígio e poder.

Acaba a Segunda Guerra Mundial e após quase quinhentos anos de expansão, o colonialismo europeu entrou em colapso graças às crises que atingiram os países dominantes da ordem da Revolução Industrial. A Europa estava devastada, e as nações do Velho Mundo se empenharam na reconstrução de suas economias arrasadas pela guerra.

Logo a descolonização foi tão rápida quanto a ocupação imperialista e teve como uma das causas principais as pressões anti-colonialistas exercidas por movimentos políticos nas principais nações européias apontando a contradição em manter os laços coloniais após o combate ao nazi-fascismo.

Com a Guerra Fria, desenvolveu-se na África um forte nacionalismo caracterizado pelo antiimperialismo e pela noção de busca da soberania política e econômica. Entre 1950 e 1980 surgiram 45 novas nações no continente africano, entretanto não trouxe pacificação, pois as fronteiras impostas pelos europeus contribuíram para a eclosão de lutas internas de origem étnica, religiosa, territorial e econômica.

No final da Bipolaridade com a derrota da União Soviética, eles tinham um armamento bélico tão gigantesco, que ficaram sem saber como administrá-lo, anos de investimento militar para uma guerra que nunca aconteceu, foi o ápice do tráfico de armas, que eram vendidas principalmente para os tiranos e guerrilheiros da África, devido às guerras civis espalhadas por todo o continente. Estados Unidos, Federação Russa, Reino Unido, França e China, são os paises que mais tem armas no mundo e nem sempre estão em guerra, logo possuem uma reserva imensa. Portanto, surge a dúvida se seus PIBs seriam tão elevados, devido a venda de armas.



Escrito por Karen Blanco às 21h38
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Durante o período do neocolonialismo a África foi dividida, em fronteiras artificiais de acordo com os interesses europeus. Portanto, grande parte dos conflitos existentes na África, são originados por problemas de território, uma vez que as delimitações das fronteiras dos países africanos foram estabelecidas por colonizadores que não levaram em consideração a identidade e tradição tribal confrontando assim, as etnias dentro do continente.

Tribos aliadas foram separadas e tribos inimigas foram unidas. As conseqüências dessa divisão são as condições de fome, guerras civis e epidemias, na qual vive grande parte da população africana. Nesse sentido, o presente artigo visa analisar o continente africano considerando alguns aspectos econômicos, políticos e sociais.

O continente africano foi dividido pelos europeus em 1884-1885.

Os primeiros seres humanos surgiram na África, os mais antigos fósseis de hominídeos foram encontrados no continente africano e tem cerca de cinco milhões de anos.

O Egito foi provavelmente o primeiro estado a se formar no continente há cerca de 5000 anos, além disso, os africanos foram procurados desde a antiguidade por povos de outros continentes que buscavam as suas riquezas como sal e ouro. Sua divisão territorial é muito recente. Realizou-se em meados do século XX, e resultou na descolonização européia.

Apesar de se registrarem atualmente na África muitos conflitos de caráter político, a grande maioria dos países possui governos democraticamente eleitos. No entanto, as eleições são frequentemente consideradas "sujas" devido ás fraudes tanto internamente como pela comunidade internacional, já que existem países em que o presidente ou o partido governamental se encontra no poder a vários anos.

No período da Expansão Marítima Européia, muitas áreas da costa africana foram conquistadas e o comércio europeu foi estendido para essas regiões. No continente existiam muitas tribos primitivas, havia guerras entre tribos diferentes e aquelas que saíam derrotadas se tornavam escravas das vencedoras.

No período da colonização da América ocorria o tráfico negreiro. Eram buscados negros na África para trabalhar como escravos nas colônias, esses eram conseguidos pelos europeus por negociação com as tribos vencedoras e os escravos eram trocados por mercadoria de pouco valor na Europa como o tabaco. Após a revolução industrial e a independência das colônias americanas as potências européias começaram o imperialismo ou neocolonialismo em que áreas da África eram dominadas para expandir o comércio, buscar matéria primas e mercado consumidor.

Devido ao neocolonialismo a África foi dividida em fronteiras artificiais de acordo com os interesses europeus, tribos aliadas foram separadas e tribos inimigas foram unidas. Essa divisão ocorreu em 1884-1885 na Conferência de Berlin que institui normas para a ocupação, onde as potências coloniais negociaram a divisão da África, propondo a não invadir áreas ocupadas por outras potências. No início da I Guerra Mundial, 90% das terras já estavam sob domínio da Europa. A partilha foi feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribui para muitos dos conflitos atuais no continente africano.Os principais países foram: Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Portugal. Após a II Guerra Mundial as colônias da África começaram a conquistar independência formando os atuais países.

A África Subsaariana ou África negra corresponde à região sul do deserto do Saara. Ao norte encontramos uma organização sócio-econômica muito semelhante à do Oriente Médio formando um mundo islamizado, ao sul temos a chamada África negra, assim denominada pela predominância de povos de pele escura, nesta região encontra-se os piores indicadores sociais.Os principais problemas são: Fome, Guerras civis, Epidemias e Questões ambientais.



Escrito por Karen Blanco às 21h16
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Escrito por Karen Blanco às 20h51
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Fotografias sobre o impacto da Aids na África

Cemitério
A imagem retrata um dos vários funerais que acontecem diariamente neste cemitério na região do Cinturão de Cobre, na Zâmbia. Quase 17% dos adultos do país são soropositivos.
Há quatro anos, Don McCullin fotografou pessoas na Zâmbia, África do Sul e Zimbábue. Em 2004, ele voltou à Zâmbia e à África do Sul para ver o impacto do tratamento antiretroviral na vida dessas pessoas.

Pobreza
Esta foto foi tirada em fevereiro de 2001, três meses antes de Teresa, de 34 anos, morrer. Ela está com seus filhos Aaron, de 10 anos, e Mavis, de 8.
"Quando ela estava doente, nós varríamos a casa, lavávamos as roupas e buscávamos água", lembra Aaron. "Gostávamos de cuidar dela porque ela era nossa mãe." Desde que Aaron viu a imagem, ela ganhou lugar de destaque na casa.

 


Crianças
Depois que a mãe morreu, Aaron e Mavis foram viver com os avós, Margaret, de 62 anos, e Ofeshi, de 69. No dia em que Don McCullin chegou, eles estavam comendo restos de grãos de milho seco no café-da-manhã. Ofeshi ganha cerca de US$ 0,60 (R$ 1,65) por dia como sapateiro.
Muitas vezes, eles não podem sequer comprar o mingau de milho comum na Zâmbia.

 

Medicamentos
Cynthia, de 36 anos, considera que voltou a viver depois que começou o tratamento antiretroviral em setembro de 2003.
Apesar de o número de soropositivos na África do Sul já chegar a 5,6 milhões, a clínica da associação Médicos Sem Fronteira que Cynthia freqüenta é uma das únicas fontes de medicamento gratuito contra a Aids na Cidade do Cabo.

 

Bebê
Quando esta foto foi tirada, em 2000, Charlie, deitada na cama com sua filha recém-nascida, Khanya, e um de seus filhos, estava tão doente que não conseguia levantar.
"A última vez que você veio me ver eu estava muito doente", disse ela a Don McCullin quatro anos depois, na Cidade do Cabo. "Eu pensava que ia morrer. Mas comecei a tomar antiretrovirais. Estou me sentindo bem melhor agora."

Esperança

O tratamento com drogas antiretrovirais permitiu que Charlie continuasse a viver e a cuidar de sua filha Khanya.
Na imagem, elas sentam lado a lado na escola de Khanya.
A exposição Life Interrupted, com as fotografias de Don McCullin que mostram como o continente africano foi afetado pela Aids, acontece na County Hall Gallery, em Londres.

 

Mãe

Edith, à direita, visita Catherine, de 33 anos, e seu filho de 2 anos, Kenan. Conforme Catherine fica cada vez mais doente, Edith se preocupa com Kenan, que ela acredita também ter o vírus causador da Aids.
Apesar de agora a Zâmbia dar remédios para ajudar a prevenir a transmissão do vírus da mãe para a criança, muitas mães não sabem que são soropositivas e passam o vírus para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação.

 



Escrito por Karen Blanco às 19h46
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No dia 9 a 15 de julho de 2000, foi realizado em Durban, África do Sul, um Congresso Internacional de AIDS. O evento reuniu cerca de 11 mil cientistas, médicos e especialistas de todos os continentes.  Preocupados com o avassalador crescimento da terrível epidemia em todo o mundo e, em particular, no continente africano, debateram a necessidade de se encontrar uma vacina contra a doença, única solução - do ponto de vista médico -  para um problema praticamente insolúvel: a extinção da epidemia da AIDS, que vai se expandindo com rapidez assombrosa.  

Dados assustadores

  Os dados são simplesmente aterradores. Segundo o relatório anual da ONU, divulgado no início de julho de 2000, são portadores do vírus da AIDS 34.300.000 adultos de 15 a 49 anos e 1.300.000 crianças até 15 anos. Desse total, vivem na África subsaariana 24.500.000; 5.600.000 no sul e sudeste da Ásia; 1.300.000 na América Latina; 900.000 na América do Norte; 530.000 no leste da Ásia e Pacífico; 520.000 na Europa Ocidental; 420.000 na Europa do Leste e Ásia Central; 360.000 no Caribe; 220.000 no norte da África e Oriente Médio; e 15.000 na Austrália e Nova Zelândia.

  Desde o início da epidemia, em 1981, morreram 18.800.000 pessoas, das quais 3.800.000 eram crianças. Ou seja, praticamente o dobro de vítimas causadas pela Primeira Guerra Mundial. Quando as pessoas atualmente infeccionadas morrerem, a AIDS já terá matado mais gente do que as duas Guerras Mundiais.

  De tudo se falou em Durban. Por exemplo, na abertura do Congresso, o presidente da África do Sul, Mbeki, utilizando um palavreado tipicamente marxista, chegou a responsabilizar os “países ricos” pela expansão da AIDS nos “países pobres”...

 

  Afronta à ordem  sobrenatural e natural

  Entretanto, ninguém mencionou o aspecto moral que se encontra na origem do problema. A questão vem sendo considerada apenas como de ordem humanitária. É uma catástrofe imensa, um novo holocausto, a pedir a intervenção do mundo inteiro. E fotos como a da mãe de Nwanza  só tendem a favorecer esse enfoque unilateral da questão. Unilateral sim, porque tendem a criar um clima de comiseração, aliás justa, para com os aidéticos, mas que não apontam para a verdadeira raiz da calamidade, a qual teve seu ponto de partida numa grave desordem moral.

  A doença da AIDS surgiu há duas décadas a partir de um vírus transmitido através de relações homossexuais. E enquanto tal espalhou-se inicialmente entre os praticantes desse vício. Depois atingiu também parceiros heterossexuais ou adultos por transfusão de sangue contaminado. Finalmente afetou crianças, nascidas de mães portadoras do vírus.

  Desaparecimento de nações: espectro próximo da realidade

De fato, os dados disponíveis sobre a expansão da AIDS na África parecem dar-lhe razão, pois:

·        Mais de 10% da população encontra-se infeccionada;

·        Na África do Sul, por exemplo, estão morrendo anualmente 250.000 pessoas. A continuar nesse ritmo, dentro de cinco anos este número será de 500.000 e 20% da população estará infeccionada;

·        A média da expectativa de vida baixou em cerca de 20 anos; em Moçambique ela é agora de apenas 38 anos;

·        Os governos da região não dispõem de recursos financeiros para custear remédios; não há hospitais nem leitos suficientes para acomodar os doentes;

·        A região subsaariana conta hoje com 10.000.000 de crianças órfãs. Em 10 anos esse número ter-se-á triplicado;

·        Hordas de crianças órfãs, sem parentes que as acolham e sem teto, estão invadindo as ruas. Para sobreviverem caem facilmente no roubo, na prostituição, no tráfico de drogas, ou se engajam em gangs que se tornam para elas um substituto da família;

·        Tais crianças - e mesmo as que não caírem no crime - não terão meios de receber educação religiosa e formação profissional. Resultado: faltará em futuro próximo toda uma geração de profissionais. A desestruturação social e o colapso da economia serão uma conseqüência inevitável;

·        Finalmente, como fator de aceleração do desastre econômico, a fuga de capitais estrangeiros. Não é mais interessante investir na região. A espiral para baixo torna-se praticamente irreversível.

  A persistirem as condições acima, é de se temer que vários países da África subsaariana venham a desaparecer dentro de uma ou duas décadas. Tanto é que já se aventa nos Estados Unidos a necessidade urgente de um novo Plano AIDS-Marshall para a África. Teme-se que a catástrofe, caso não seja  barrada logo, atingirá em breve os demais países do Ocidente. Contudo, se houver um Novo plano Marshall, além de ajuda financeira para a profilaxia da AIDS vai ele certamente impulsionar a maciça distribuição de preservativos - o que colide com a moral católica - e incrementar a educação sexual nas escolas, como tentativa de cortar passo à expansão da epidemia.

 



Escrito por Karen Blanco às 19h22
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A pandemia da AIDS  não encontra mais barreiras no continente africano. Milhares de pessoas  contaminam-se diariamente. Mais de 10% da população dos países da região subsaariana já sofrem da assim chamada doença magra.

 

Acima, foto de mãe carregando filho, portador do vírus da AIDS, nas cercanias da cidade de Nwanza, ao noroeste da Tanzânia (África).



Escrito por Karen Blanco às 19h05
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A SITUAÇÃO DAS CRIANÇAS NA ÁFRICA

Foram apresentados alguns dados sobre a situação do continente.

  • Três países estão em primeiro lugar quanto à MORTALIDADE infantil em nível mundial: Serra Leoa, com 182 em cada mil crianças nascidas; em segundo lugar Angola, com 170 e em terceiro o Níger com 166. Em contrapartida, a Finlândia tem o mais baixo índice, com 4 crianças mortas em cada mil.
  • Dez países detêm o recorde da MAIS BAIXA EXPECTATIVA DE VIDA: Serra Leoa (38 anos); Malawi (39); Uganda (40); Zâmbia (40); Ruanda (41); Burundi (43); Etiópia (43); Moçambique(44); Zimbábue (44) e Burkina Fasso (45).
  • Três países africanos detêm o MAIS ALTO ÍNDICE DE ANALFABETISMO: Níger (só 14% dos adultos são alfabetizados), Burkina Fasso (21%) e Gâmbia (33%).
  • Três cidades africanas estão em primeiro lugar quanto à pior QUALIDADE DA VIDA URBANA: Brazzaville, Pointe Noire e Khartoum.

Quanto à situação mais específica da infância, nota-se que:

  • Há mais de 120 MIL CRIANÇAS-SOLDADOS NA ÁFRICA. Os países com maior número de crianças-soldados são: Argélia, Angola, Burundi, Congo Brazzaville, República Democrática do Congo, Libéria, Ruanda, Serra Leoa, Sudão e Uganda.
  • Há 80 milhões de crianças africanas, entre 5 e 14 anos, obrigadas a trabalhar, conforme dados da Organização Geral do Trabalho. Crianças de países como Benin, Gana, Nigéria e Togo são empregadas em trabalhos intensivos na lavoura, ao passo que, na Costa do Marfim, destinam-se aos trabalhos domésticos.
  • Há 12 milhões de ÓRFÃOS DA AIDS na África. Ao todo, no continente, há 22 milhões de pessoas afetadas por essa doença. Muitas crianças contraíram a doença diretamente da mãe. 
  • 56% dos 3,6 milhões de REFUGIADOS na África são crianças. A maior parte deles se encontra na Angola (69% dos refugiados), no Togo (64%) e Sudão (60%).


Escrito por Karen Blanco às 18h37
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 "As duas coisas mais importantes neste mundo são: Nossas crianças, por serem elas o futuro e a perpetuação da raça humana, e o controle imediato da degradação ambiental, para darmos chance a estas crianças de se perpetuarem."

( Ivan Teorilang )



Escrito por Karen Blanco às 21h31
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Talvez, neste ano, quando a mídia começar a falar do "Dia das Crianças", insistindo sobre a necessidade (quase vital) de oferecer brinquedos sofisticados e caros, mas que podem ser pagos com cartão de crédito ou em prestações, algo precise ser revisto.

Talvez, tenhamos que rever o conceito de consumismo que envolve nossas crianças: elas são o principal alvo das publicidades e a elas deve ser dado tudo o que há de materialmente melhor. Rever o conceito significaria, em outras palavras, não cair nas armadilhas da felicidade ligada exclusivamente à posse de bens; significaria investir mais no amor, no carinho, na atenção, na presença.

Talvez, tenhamos que rever o próprio conceito de criança: "ser humano de pouca idade" e de infância: "período de crescimento, no ser humano". Não ficando nos conceitos, isso nos leva, forçosamente, a entender que a criança é um ser humano, não um objeto ou animal que pode ser explorado, vendido, descartado; que necessita de condições para crescer, como alimentação, afeto, educação, saúde.

Talvez, tenhamos que entender, definitivamente, que a criança é um ser de pouca idade, mas não de pouca importância, não de pouca esperança. E que ela não pode ser apenas a meta de um dia de vendas, de publicidade e de reflexões improvisadas, mas o centro das preocupações e investimento de todos os povos. Às crianças que, neste mês de outubro, ficarão às margens das vendas, das estatísticas e dos planos, a homenagem destas imagens. Para que não sejam excluídas da vida.



Escrito por Karen Blanco às 19h36
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 Tarsila do Amaral






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